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Exibição do documentário “Defensorxs”

Cartaz Defensorxs Nigéria documentárioO Centro de Cultura Luiz Freire e a Federação Pernambucana de Cineclubes (Fepec) promovem a primeira exibição do filme Defensorxs no estado, seguida de roda de diálogo sobre o tema entre o público e convidadxs.

Defensorxs é um longa-metragem produzido pelo Coletivo Nigéria de Comunicação que mostra os direitos humanos no Brasil na prática ativa! O documentário é dividido em capítulos e foi filmado nas cinco regiões do país, retratando histórias de pessoas cujas vidas viraram uma constante luta por direitos e sobrevivência diante de uma realidade de injustiças e desmandos do poder.

O filme registra o cotidiano da luta de populações indígenas e LGBT, a ação de defensoras e defensores dos direitos à moradia e à justiça, a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado.

// O FILME

Defensorxs foi filmado nos meses de outubro e novembro de 2014, nas cidades de São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Dourados e Altamira. Em cada uma destas cidades, uma luta específica.

Trailer

Em Altamira, no Pará, uma pescaria de final de semana com seu Hélio. Após a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, ele foi posto a quilômetros de distância do Rio Xingu e teve que trocar a vida de pescador de peixes ornamentais pela de porteiro da escola pública do seu novo bairro. Na resistência contra a usina, Hélio sofreu ameaças e tentativas de suborno para abandonar sua luta.

Em Dourados, o enterro dramático de Marinalva, umas das lideranças na retomada Ñu Porã. Outro homicídio para os números de guerra da realidade das etnias Guarani e Kaiowá no Mato Grosso do Sul. Na fronteira do estado com o Paraguai, as lentes também mostram a resistência da aldeia Guaiviry, uma retomada de terra indígena em meio a dezenas de fazendas de cultivo de soja e criação de gado.

Em Curitiba, histórias de líderes de organizações de defesa dos direitos LGBT, como Márcio Marins. Dias antes de das filmagens, haviam escrito “viado” na porta do elevador de seu prédio. Para não restar dúvidas, desenharam uma seta apontando para seu apartamento – quase uma sutileza se comparado às várias ameaças de morte recebidas pelo presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais.

Em Fortaleza, é retratada a defesa dos direitos humanos nos poderes Legislativo e Judiciário. Parlamentares expõem suas opiniões sobre direitos humanos, uma reunião da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores e o julgamento de um trabalhador morto pelo trabalho insalubre numa empresa multinacional.

Em São Paulo, mulheres militantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto muitas vezes se separam de seus maridos em razão da luta social. Os companheiros – enciumados pela maior presença delas nos acampamentos do movimento do que em suas moradias de aluguel – escolhem o divórcio, enquanto elas seguem na luta pela moradia própria e digna.

//A NIGÉRIA

image7399(1)A Nigéria é um coletivo de comunicação e produtora audiovisual, formada por 4 jornalistas e sediada em Fortaleza (CE). Produzem vídeos em parceria com movimentos sociais, organizações não-governamentais e entidades sem fins lucrativos. As produções sempre enfocam temas de interesse público, como a luta pelo direito à moradia, pelos direitos das mulheres, das populações indígenas e LGBT.

Sua produção é feita de forma autônoma. Atuam como um coletivo de mídia independente na cobertura de ocupações, greves e protestos. Foi assim que produziram seu primeiro documentário em longa-metragem, o Com Vandalismo.

Gravado, editado e lançado ainda em julho de 2013, no calor dos acontecimentos e sem nenhuma espécie de financiamento, Com Vandalismo foi um dos primeiros filmes a contar a história das “jornadas de junho” sob o ponto de vista da rua, contrariando o discurso corrente dos maiores veículos de comunicação do país. O filme colaborou para o debate acerca das estratégias de ação política, com exibições em várias cidades do Brasil e do Mundo, além de contabilizar mais de 210 mil visualizações no Youtube.