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Por uma mídia sem violações de direitos!

finalissimo Evento Midia sem violações

Uma campanha que nasce de uma impressão de organizações da sociedade civil, pesquisadores e ativistas em Direitos Humanos, de que esses programas policiais, ou como a gente tem chamado eles, programas policialescos, são violadores de direitos humanos” (Ana Cláudia Mielke)

 

Apenas no ano de 2015, emissoras de Rádio e TV promoveram 4.500 violações de direitos em seus programas, além de cometerem 15.761 infrações à leis brasileiras e desrespeitarem 1.962 vezes normas regulatórias da categoria, como o código de ética do jornalista.  

Os dados são resultado do programa de monitoramento das violações de direitos na mídia brasileira, realizado pela ANDI, Artigo 19, Procuradoria Federal dos Direitos Humanos e Intervozes, e refletem o  contexto atual do país, pois com o crescimento do conservadorismo, cresceu também a disseminação  de discursos autoritários e que atacam direitos humanos nos veículos de mídia, em especial, na TV, com a popularização dos chamados “programas policialescos”.

LANÇAMENTO DA CAMPANHA

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Em resposta ao descaso da mídia quanto aos direitos humanos, o Intervozes, em parceria com diversas organizações da sociedade civil, realizou a campanha Mídia sem Violações de Direitos, com o objetivo de estimular o debate e a reflexão sobre o tipo de conteúdo que é veiculado na mídia.

No Recife, o lançamento da Campanha aconteceu na última quarta-feira (22), às 18h, na Universidade Católica de Pernambuco, e foi organizado pelo Intervozes em parceria com o Fórum Pernambucano de Comunicação (FOPECOM), Observatório de Mídias da UFPE, Curso de Jornalismo da Unicap e Centro de Cultura Luiz Freire.

A mesa de lançamento, mediada pela jornalista Rosa Sampaio do CCLF/FOPECOM, foi composta por Ana Claudia Mielke, do Intervozes, pelo promotor de Direitos Humanos Maxwell Vignoli, por Edna Jatobá, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, pela coordenadora do curso de jornalismo da Unicap, Carla Patrícia e Patrícia Paixão, da Comissão de Ética do Sindicato dos Jornalistas, .

Para além do debate acerca das violações dentro dos programas e das emissoras, foi discutido também o papel do jornalista dentro deste cenário. Patrícia Paixão pontuou as violações que acontecem dentro das redações, onde jornalistas são coagidos à abordarem determinadas pautas ou têm suas matérias editadas ou alteradas por seus superiores, mostrando que certas violações já se tornaram parte do cotidiano da mídia hegemônica; foi complementada por Rosa Sampaio, jornalista do Centro de Cultura Luiz Freire, que enfatizou a importância dos jornalistas e veículos de comunicação seguirem o Código de Ética do Jornalista.