O Centro de Cultura Luiz Freire (CCLF) é uma organização não governamental de direitos humanos, que surge em 1972, a partir de um grupo que buscava a restauração da democracia, através de atividades culturais e projetos de desenvolvimento comunitário, durante o período autoritário da Ditadura Militar brasileira. O CCLF participou do processo de redemocratização e também contribuiu para o movimento de reordenamento político-institucional do País, e no fortalecimento das organizações populares e comunitárias, realizando atividades como assessoria jurídica na organização do movimento popular pelo direito à moradia, que resultou na criação da Lei do Plano de Regularização das Zonas Especiais de Interesse Social (Prezeis).

O CCLF também contribuiu ativamente de diversas ações afirmativas, como o fortalecimento do Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH; da promoção do debate no processo de elaboração da Constituição Federal de 1988; de iniciativas educacionais de caráter comunitário (escolas alternativas); da criação da primeira TV comunitária da América Latina, a TV Viva, da construção da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais – Abong, e no processo de construção do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Atualmente, a maioria das ações do CCLF volta-se para a defesa e promoção dos DhESCs (direitos humanos, políticos, econômicos, sociais e culturais), em sua universalidade, indivisibilidade e interdependência, com foco nos Direitos à Educação; à Comunicação; e à Participação Social e Política; tratando-se transversalmente as questões de gênero, raça, etnia, geração, orientação sexual e das pessoas com deficiência. O CCLF reafirma sua atuação política somando-se a forças que promovem o avanço da democratização, para além do funcionamento regular das instituições políticas formais, priorizando a incorporação e a participação dos setores excluídos, em especial povos indígenas, comunidades quilombolas, ribeirinhas, assentados e organizações populares, nas transformações econômicas, políticas, sociais e culturais.

O CCLF definiu como visão a crença num modelo de Sociedade, que venha alterar a realidade de pobreza, exclusão social, desigualdade, preconceito e discriminação, modelo este construído sob o auspício da participação coletiva e ativa dos diversos sujeitos sociais, em que a pluralidade cultural, étnica, geracional, de gênero e de orientação sexual seja valorizada e aceita como determinante na construção da democracia. Nesse espírito, o CCLF abraça como missão “contribuir para a radicalização da democracia na Sociedade, promovendo a expansão, qualificação e consolidação da participação cidadã e da prática dos Direitos Humanos, vivenciados como um processo educativo e cultural”.
Para tanto, estabeleceu como objetivos institucionais para orientar sua intervenção:
Desenvolver e fortalecer práticas democráticas com incidência nas políticas e na gestão pública que efetivem direitos humanos, com foco na comunicação, educação e cultura; Promover uma cultura democrática na sociedade, a partir da reafirmação dos direitos humanos, na perspectiva de gênero, orientação sexual, raça e etnia e geração; Contribuir na promoção do desenvolvimento como direito humano, em comunidades urbanas e rurais, prioritariamente com povos indígenas e comunidades quilombolas.

Equipe

Conselho Diretor

Aldenice Rodrigues Teixeira

Presidente

Ana Nery dos Santos Melo

Vice-Presidente

Paulo Valença Junior

Secretário

Conselho Fiscal

Edvaldo Martiniano de Luna

Marcelo de Santa Cruz Oliveira

Roberto Franca Filho

Equipe Executiva

Iolanda Nunes Goulart

Secretária Executiva

Janete Santiago de Souza

Tesoureira

Rosa Sampaio

Jornalista Institucional

Edilena Albuquerque Vieira

Administrativo

Programa Comunicação

Ivan Moraes Filho

Consultor

Renato Pereira Feitosa

Coordenação

Débora Britto

Jornalista

Daniele Alves

Estagiária

Programa Direito à Leitura

Cida Fernandez

TV Viva

Eduardo Tavares Homem

Nilton Pereira

Edinho Moraes de Oliveira

Gilson Martins

Serviços Gerais

Luíz Carlos Barros da Silva